Eu sou Anarquista

Month

March 2011

Mar 31, 2011
Mar 31, 2011
Mar 31, 2011
Mar 31, 2011
Mar 31, 2011
Mar 31, 2011
Mar 31, 2011
Mar 31, 2011
Mar 31, 2011
Mar 31, 2011
Testamento Vinicius de Moraes

Testamento

Você que só ganha pra juntar 
O que é que há, diz pra mim, o que é que há? 
Você vai ver um dia 
Em que fria você vai entrar 

Por cima uma laje 
Embaixo a escuridão 
É fogo, irmão! É fogo, irrnão! 

Falado 

Pois é, amigo, como se dizia antigamente, o buraco é mais embaixo… E você com todo o seu baú, vai ficar por lá na mais total solidão, pensando à beça que não levou nada do que juntou: só seu terno de cerimônia. Que fossa, hein, meu chapa, que fossa… 

Cantado 

Você que não pára pra pensar 
Que o tempo é curto e não pára de passar 
Você vai ver um dia, que remorso! 

Como é bom parar 
Ver um sol se pôr 
Ou ver um sol raiar 
E desligar, e desligar 

Falado 

Mas você, que esperança… Bolsa, títulos, capital de giro, public relations (e tome gravata!), protocolos, comendas, caviar, champanhe (e tome gravata!), o amor sem paixão, o corpo sem alma, o pensamento sem espírito 
(e tome gravata!) e lá um belo dia, o enfarte; ou, pior ainda, o psiquiatra 

Cantado 

Você que só faz usufruir 
E tem mulher pra usar ou pra exibir 
Você vai ver um dia 
Em que toca você foi bulir! 
A mulher foi feita 
Pro amor e pro perdão 
Cai nessa não, cai nessa não 

Falado 

Você, por exemplo, está aí com a boneca do seu lado, linda e chiquérrima, crente que é o amo e senhor do material. É, amigo, mas ela anda longe, perdida num mundo lírico e confuso, cheio de canções, aventura e magia. E você nem sequer toca a sua alma. É, as mulheres são muito estranhas, muito estranhas 

Cantado 

Você que não gosta de gostar 
Pra não sofrer, não sorrir e não chorar 
Você vai ver um dia 
Em que fria você vai entrar! 

Por cima uma laje 
Embaixo a escuridão 
É fogo, irmão! É fogo, irmão!

Mar 31, 2011
Mar 30, 2011
Mar 30, 2011
Mar 30, 2011
Poema Dos Olhos da Amada Vinicius de Moraes

Ó minha amada 
Que olhos os teus 
São cais noturnos 
Cheios de adeus 
São docas mansas 
Trilhando luzes 
Que brilham longe 
Longe nos breus… 

Ó minha amada 
Que olhos os teus 
Quanto mistério 
Nos olhos teus 
Quantos saveiros 
Quantos navios 
Quantos naufrágios 
Nos olhos teus… 

Ó minha amada 
Que olhos os teus 
Se Deus houvera 
Fizera-os Deus 
Pois não os fizera 
Quem não soubera 
Que há muitas eras 
Nos olhos teus. 

Ah, minha amada 
De olhos ateus 
Cria a esperança 
Nos olhos meus 
De verem um dia 
O olhar mendigo 
Da poesia 
Nos olhos teus.

Mar 30, 2011
Radiação supera 3.355 vezes o limite no mar em Fukushima → noticias.uol.com.br
Mar 30, 2011
http://www.zeitnews.org/ → zeitnews.org
Mar 29, 2011
Mar 29, 2011
Mar 29, 2011
http://cafesfilosoficos.wordpress.com/ → cafesfilosoficos.wordpress.com
Mar 29, 2011
Next page →
2012 2013
  • January
  • February
  • March
  • April
  • May
  • June
  • July
  • August
  • September
  • October
  • November
  • December
2011 2012 2013
  • January
  • February
  • March
  • April
  • May
  • June
  • July
  • August
  • September
  • October
  • November
  • December
2010 2011 2012
  • January
  • February
  • March
  • April
  • May
  • June
  • July
  • August
  • September
  • October
  • November
  • December
2010 2011
  • January
  • February
  • March
  • April
  • May
  • June
  • July
  • August
  • September
  • October
  • November
  • December